Enfim, D. & K.,
De qualquer forma, o que mais me chama a atenção, fora os clichês de seu texto, é:
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Acredito que eu precise desse momento de saber viver só. Como toda leitura implica uma subjetividade super mega particular, é inevitável que eu tome como norteamento de sentido o que acho que melhor se encaixa às minhas necessidades. De qualquer forma, não estou fechada para balanço, o que quero dizer, é que sou uma romântica-promíscua, mais romântica que promíscua. Mas se eu gosto do cara, daí fodeu: me apaixono. E isso não acontece com todos, é óbvio. E a merda é essa, não ter medo de se apaixonar. E quando há paixão, a razão é um adereço que ficamos tentando resgatar com negativas e com adivinhações ansiosas a respeito do objeto por quem se cria o afeto. É praticamente a libido freudiana. Rs.
Outra máxima do texto para mim é a seguinte:
Nascemos sós. Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
Assim sendo, que fiquemos em companhia somente de quem faça bem para nós. Começou a dar merda, é porque não é para o nosso bem. Logo: bingo! pessoa errada para compartilhar ideias, desejos e amor.
A última máxima, para fechar com chave de ouro:
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta.
Assim, quando alguém falar isso, cobre pelo menos R$ 100,00 a sessão, que é o preço de um psicólogo mais barato, mas há até aqueles que chegam a cobrar a exorbitância de R$ 2.000,00 por uma consulta, para ouvir todas as dúvidas que um indivíduo carrega consigo. Principalmente a célebre "eu não sei se amo..."
No demais, vou morrer com dúvidas, então, tento acalmar meu espírito. Levo ele para passear em um boteco, em uma balada, em uma igreja, em uma roda de amigos, em um livro, em um filme... encho-me de referenciais e tento me livrar da ideia absurda de que há alguém no mundo para ser "o amendoim da minha paçoca".
Beijos, queridas!
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