terça-feira, 27 de março de 2012

Despedida em soneto torto

Vai ver hoje em alto e diferente mar ventar;
Arrumarei o meu armário sem arrumar;
Agora eu em outro no longe distante lugar;
Em viajar no meu fechado idioleto de ar.

Despi-me de ti, sim despi-me, pois;
E completamente nua de teu falso sorriso:
Posso fazer um voltei a dançar de depois;
- Dos laços não libertos eu antes deles te aviso!

O que fora dado a mim de má vontade;
Retruco agora com meu grito de soltura;
Lambendo meus eus sedentos por igualdade.

E quero que fujas cego sem Tirésias eternamente;
Do meu sorriso que a ti nunca mais poder verá;
- Sufoques, e que, sufoques... termine no Tártaro quente! 

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