Desde a primeira vez que o vi o achei interessante. E por achá-lo interessante, quis melhor conhecê-lo. Mas também por achá-lo interessante, fui incapaz de me fazer transparente. Eis que nasce a falha no contato: ruído linguístico promovido por um melindre em não querer assustar pelo simples fato de gostar.
À parte todo e qualquer pragmatismo conversacional, a única saída à vista era o ato de esperar. Mas esperar o trem é uma coisa, bem diferente de esperar outras coisas, como estas que envolvem sentimento alheio. Ai que preguiça! - uma grande preguiça de relacionamento.
Piadas nada pândegas pregadas pela vida. Mesmo com todos esses sentimentos de confusão linguística e de preguiça, ele tem um quê de interessante que me faz querer tentar de novo. Então eu vejo algumas fotos dele (ação essa permitida graças à contemporaneidade informatizada) e, ao mesmo tempo em que me interesso de maneira 3 vezes mais forte, 7 vezes mais intensa e, porventura, 13 vezes mais engajada, bate um aperto no peito despertado pela memória emotiva armazenada por 3 décadas, e eis que sobressai a preguiça de repetir tudo de novo, promovendo, na hora do diálogo, a já conhecida e recorrente confusão linguística: saem quaisquer palavras, menos o que de fato se queria fazer dito. E no mesmo circuito de ações, 13 vezes fico menos engajada, 7 vezes menos intensa e 3 vezes com o interesse mais fraco.
E ele continua interessante. Mas talvez porque esteja de longe.
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