à personagem Orlando, de Virginia Woolf
Não,
O coração de um poeta não foi feito
Definitivamente,
Para ser um coração
A este mundo
Pertencente;
Posto que
Ao coração de um poeta,
Cabe antes de tudo,
Possuir uma alma
Decente!
Oriunda de bons ventos
Descendente!
A alma do poeta, pois
Clarividente
Dos maus tratos que o homem
Covardemente
Dá a seus irmãos também homens
Se faz
Ausente.
Eis a mente, não-mente,
Do poeta.
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