quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Hora de dormir

E ele anda atormentado com as suas próprias vontades,
com seus próprios desejos.
Sai pensando, mas não sabe que decisão tomar porque simplesmente não é capaz de interpretar o que de fato realmente quer para si: amar, ser amado, o simultâneo, ou uma liberdade vadia e gratuita de sentimentos verdadeiros.
Madrugada, dormir para acordar cedo. Sem querer dormir, ser obrigado a dormir.
Despertador arrumado,
programado.
Programar o dia seguinte como se fosse um algoritmo?
Sonho... Ilusão... Utopia...
O corpo pede e ele não o ouve.
Ignora-se o corpo, e sem que percebamos,
padece a mente.

Nascimento da loucura: um jogo de confusões, de significantes, de significados e de significâncias.
Morte da loucura: achar que é capaz de dominar o conceito de razão.

Se razão existisse, a matemática não teria infinitos.

Da alma, somente incertezas e pressuposições.

Do corpo, somente o desejo, ora parece são, ora absurdamente insano.

Calcula as consequências: como se ele fosse capaz de o fazer. Tolo. As consequências dependem sempre de um outro e de tudo que é maior do que o insignificante ser humano.

- Dorme e morre para que tua alma passeie em paz.

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